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Resenha
Rock Verão Salvador 2009
11/01/2009 - Concha Acústica do T.C.A.
Por Cleber Silva
Nem bem começou e 2009 já se tornou promissor para Salvador. Logo no primeiro
mês, shows do Sepultura, Blaze Bayley e Alanis Morissete são boas pedidas, além
de diversos shows de bandas independentes que “pipocam” entre as casas de shows
mais conhecidas pelo público rocker. Isso só em janeiro, pois o carnaval também
promete shows imperdíveis no Palco do Rock, como a suíça Underschool Element e a
Zefirina Bomba, paraibana radicada em São Paulo.
No decorrer do ano, outros festivais mostrarão que Salvador começa a se erguer
com relação aos grandes shows, mesmo com caráter independente, mas sendo uma
rota fixa.
No último domingo, 11, inaugurando a promissora freqüência de grandes shows pela
cidade, o Sepultura abriu a turnê de lançamento do novo cd, A-LEX, na Concha
Acústica do Teatro Castro Alves e de lá partiu para uma turnê européia.
Estiveram presentes a já consolidada Malefactor, que ao lado do Sepultura foi a
banda que melhor representou o Brasil no exterior, e a Minus Blindness, que
busca reconhecimento pelo bom trabalho que faz, ambas as bandas baianas.
Os shows – A
Malefactor subiu ao palco por volta das
17:15 h e mais uma vez fez um show de extrema potência. Isso, começando pela
habilidade técnica dos músicos, o que é in contestável.
Lord Vlad continua a alternar o gutural mais grave com o vocal mais rasgado,
como na música The Darkest Throne, que também tem a beleza de um vocal limpo e
afinadíssimo. Entre outras músicas, destaques para The Pit, Followers of the
Fallen e Centurian, além de um cover extraordinário de Heaven and Hell, do Black
Sabbath, na época, com Dio no vocal. A única coisa que não pude gostar do show
foi o volume das guitarras. A de Jafet dava para ouvir bem, mas estava baixa e a
de Danilo, sinceramente, estava muito baixa. No mais, um show que, infelizmente,
não pôde mostrar mais ainda do que representa a Malefactor no Metal mundial, mas
todos que conhecem sabem muito bem disso.
Logo depois foi a vez da Minus Blindness,
um dos destaques atuais do Metal soteropolitano. Mesclando o Thrash Metal com
elementos que reme tem
ao Groove e Hardcore, a banda lançou o seu debut álbum, intitulado Choleric The
Aversion. Com alguns shows pela cidade, a banda foi ganhando terreno e fãs. A
proposta da banda é de unir riffs de guitarra bem elaborados com a velocidade,
sempre sendo guiados pela bateria marcante do excelente músico que é o Thiago
Andrade. Tássio consegue enganar enquanto canta e toca guitarra: às vezes parece
que vai sair do tom nos guturais mais rasgados, mas chega a impressionar com a
capacidade de segurar o tom.
Ainda não dá para fixar um ponto alto no show da Minus pois é uma banda
relativamente nova e bandas assim surgem a toda hora, mudando o foco do público
a todo instante. E p or
não terem “aquele” hit na cabeça (e na boca) do público, acaba por existir um
entrave que só é dissociado pela empatia transmitida pela banda. No entanto,
boas músicas foram mostradas, como Just Passengers, K.T.K. (Kill The Killer),
War Zone, Intolerant and Choleric, entre outras, além do cover para Judas Priest
(Hell Patrol) e Metallica (The Thing That Should Not Be), do álbum Master of
Puppets. A banda é extremamente promissora e não deverá ficar pelo Brasil, pois
parece muito afim de investir no futuro. Para mostrar que o cenário baiano
sempre cresce e mostra que muitas bandas boas surgem a cada temporada, a Minus
convidou Daniel Datolli, guitarrista da Cobalto, para tocar algumas músicas,
confirmando a interação que existe entre muitas bandas da cidade.
Já o Sepultura, que divide opiniões,
voltou a Salvador depois de 5 anos, sendo a única cidade brasileira a abrigar um
show da turnê do novo disco. A banda já partiu para a Europa e deverá fazer 25
shows em países como Bélgica, Bielo-Rússia, Áustria, Suíça e B ulgária,
entre outros.
De cara, as três primeiras músicas foram novas: a jam A-Lex I/Moloko, Filthy Rot
e What I Do. Depois passaram a mesclar as velharias com as músicas do novo disco
e do Dante XXI e Nation, como Refuse/Resist, Convicted in Life, Attitude e
Desperate Cry. Jean Dolabella substituiu Iggor e fez bem o serviço, mostrando-se
um grande baterista. Mas, talvez esse não seja o substituto causador de
discórdias. Particularmente, considero Derrick um ótimo vocalista, mas não o
melhor substituto de Max, até porque Max não tem substitutos. Mas Derick parece
ser bem esforçado e isso percebe-se
nos discos mais novos, o Dante XXI e o mais novo, A-LEX. Porém, não dá pra
deixar de imaginar uma banda cover do Sepultura ali no palco quando tocam
músicas como Territory, Beneath the Remains e Arise. Para completar a festa,
Jairo Guedz (foto à esquerda) subiu ao palco para uma participação especial,
tocando Necromancer, Troops of Doom e Roots Bloody Roots, sem contar com o cover
de Blitzkrieg Bop, do Ramones.
O Rock Verão 2009 se despediu de aproximadamente 1.500 pessoas e deixou a dúvida
sobre sua realização no ano seguinte. Agora é torcer para acontecer e comparecer
aos demais eventos que fortalecerão o cenário do Rock/Metal na Bahia.
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