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02/10/2007
INFORMAÇÃO E DEFORMAÇÃO
Por Cleber Silva
A ACCRBA tem passado por um momento delicado, o qual tem mudado a rotina de todos os envolvidos. Por volta das 16h do sábado 29/09, no grupo accrbarock da ACCRBA (Associação Cultural Clube do Rock da Bahia) provido pelo GOOGLE, mensagens de compilação de outras mensagens postadas na terça feira desta mesma semana foram mandadas incansavelmente para todos os cadastrados.
Como explicado diversas vezes no site, fotolog, orkut, comunidades e pessoalmente por email, este fato deveu-se a um problema técnico do GOOGLE. A associação, neste mesmo sábado, excluiu o grupo, e mesmo assim as mensagens continuaram a ser enviadas. Para pessoas de bom senso, como várias, inclusive de outros estados, a reclamação fez parte de um óbvio entendimento sobre nossa isenção. Ou seja, muitos sabiam que não se tratava de uma ação “spammer” inconveniente da associação. Assumimos a responsabilidade total para procurar as devidas respostas. Por que, mesmo após a exclusão do grupo, os e-mails eram enviados? É uma pergunta que tentamos nos responder para repassar para o público prejudicado. Foram tentados todos os tipos de contatos com o Google, no Brasil e nos Estados Unidos, sendo atendidos somente pela gerência da empresa no nosso país, via telefone, pelo qual uma funcionária da empresa nos comunicou que não poderia fazer nada, nem mesmo falar conosco, segundo a política da empresa. Na oportunidade, agradecemos ao Thiago Tavares, presidente da ong brasileira SAFERNET, ong que lida de casos de crimes virtuais, onde, sensibilizado com nossa situação, cedeu o telefone do departamento jurídico da Google Brasil.
A situação desencadeou protestos que, por muitas vezes, foram extremamente hostis. Muitos xingamentos nas páginas pessoais no Orkut dos diretores da associação e denúncias ao próprio Google, que por sua vez excluiu o perfil primeiro da ACCRBA no serviço Orkut. Outros inimigos foram “abençoados” pelo erro e mostraram raiva e descontrole ao lidar com o fato. Enquanto tentávamos contornar o problema o mais rápido possível, se articulava uma menção desonrosa à nossa imagem, com comunidades no orkut ou através de explícito denuncismo em jornal impresso. Quantos ganharão com a depreciação da nossa imagem?
São produtores, músicos, jornalistas e público em geral. Muitos deles prestigiados em seus determinados segmentos. Muitos que não puderam compreender que “o mesmo Google que na China entrega informações ao governo comunista para que os internautas dissidentes sejam presos e, eventualmente, fuzilados, aqui no Brasil não toma nenhuma providência...”, como disse o jornalista Alex Ferraz, no jornal Tribuna da Bahia do dia 02/10. Ele prosseguiu nos atacando na mesma frase que completaria as duas notas às quais se dedicou a expressar seu jornalismo denuncista e anti-ético; sua profunda e total falta de responsabilidade e objetividade jornalística, quando poderia ter nos comunicado, ouvindo, assim, os dois lados. Que jornalismo é esse? Os formadores de opinião que têm em sua primeira lealdade o público, desinformam; deformam.
Portanto, entendemos que essa informação difusa é propositadamente assim para que a opinião pública não tenha o cerne da questão. Na verdade, neste caso, a opinião publicada. O enquadramento dado à denúncia pelo sr. Alex Ferraz é de total descaso com suas fontes. Estávamos aqui, por que não nos procurou? Já que ele sabia do que estava acontecendo e se mostrou entendedor do assunto, deve ter visto nossos esclarecimentos no site, no nosso fotolog e na nossa comunidade do orkut, os quais, para redigir as suas notas, fez questão de ignorar.
Observamos que este tipo de jornalismo praticado, ainda por muitos baianos, para sermos mais específicos, é a mais pura comprovação de que a nossa querida imprensa ainda faz parte das engrenagens dessa indústria cultural, que podia ser boa também, segundo Walter Benjamim, mas que prefere traçar seus caminhos mais tortuosos, como dizia Theodor Adorno. É como se pudéssemos concordar com os genes incapazes de Orwell, não literalmente, mas como um referencial para sua distopia.
O rock baiano tem prestígio sim, senhores! Temos, talvez, as melhores bandas do Brasil e isso não exclui quem não faz parte da associação e nem nos exclui de outras produtoras e/ou associações independentes.
Quanto aos que não puderam compreender que não era a ACCRBA que estava enviando os e-mails em massa, desculpamo-nos, mas àqueles que sentem prazer em macular a nossa imagem perante a cena rocker, desculpe-nos por não podermos agradar. Também explicamos a vós o que havia ocorrido e pedimos encarecidamente a vossa compreensão. Em tempo, devemos avisar que as mensagens já cessaram. Se alguém ainda estiver recebendo, favor nos comunicar.
Agradecemos a compreensão de todos, às hostilidades de alguns, às deformações e desinformações de outro e, principalmente, a atenção dispensada em nosso favor.
ACCRBA – Associação Cultural Clube do Rock da Bahia
Sandra de Cássia
Gabriel Amorim
Ajota Nascimento
Cleber Silva
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