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TEXTO RESENHA DO PALCO DO ROCK 2006
Redação - CLEBER REBEL / Auxiliar - Bia Rebel / Revisão e Considerações Finais - Gabriel Amorim e Sandra de Cássia
Após uma longa espera, que durou 5 anos, o Palco do Rock retorna ao seu formato original, fazendo jus ao nome. Essa luta não poderia acabar. A ACCRBA , mantendo os contatos com a atual administração da cidade do Salvador desde o início de sua gestão (2005), conseguiu a viabilização de toda estrutura necessária para que o nosso Palco do Rock pudesse voltar ao seu formato original.
Com 30 bandas, sendo 18 da capital e 12 distribuídas entre interior, RMS e outros estados, o Palco do Rock foi um sucesso novamente. O público compareceu (aproximadamente 7 mil pessoas por noite) e fez uma grande festa Rock and Roll durante 4 dias de Carnaval. O carnaval soteropolitano tende a sempre ser marcado por nossa pluralidade e rock correndo aos montes na nossa veia.
DIÁRIO DE SHOWS
SÁBADO 25/02/06:
O Palco do Rock inicia com uma banda do interior, a CALAFRIO. Vinda de Feira de Santana, a banda que, apesar do pouco tempo de estrada (8 meses), não se assustou com a estrutura e fez seu grunge, iniciando as atividades roqueiras do carnaval alternativo. Segundo a banda, Feira de Santana não possui estrutura física e grande profissionalização com relação ao rock, mas isso nunca foi motivo para desistirem da idéia de montar uma banda, mesmo que não tenham grandes pretensões de mercado, como nos disse o guitarrista Pedro.
Um show simples e direto. A banda CALAFRIO pôde mostrar exatamente as formas que dão ao rock, diferente do show do Canjão do Festival de Verão, onde tocaram pouco, mesmo chamando bastante atenção. É uma banda que inspira sucesso, mesmo precisando de uma lapidada, é certeira e correta. Não comete exageros e deve despontar como uma boa alternativa para os roqueiros baianos.
Em seguida, sobe ao palco a banda de Heavy Metal melódico NOMIN. É incrível como a cena de metal da Bahia possui músicos extremamente técnicos e profissionais. Eles são um dos porta-vozes de uma cena que mais tem crescido e fazem um som rico e poderoso, deixando a platéia “banger” satisfeitíssima com a banda e o show. Também, não era de se esperar pouco, pois, é uma banda de nome e respaldo na cena, muito conhecida entre os adeptos do heavy metal. È mais uma banda que, em breve, veremos despontar para o mercado internacional, assim como tantas outras que tiveram esse privilégio.
Misturando o rock nacional com regional, a MR FREEZE, banda de Alagoas, começa com muita ansiedade com relação ao show e a reação do público. Mais uma banda independente que sai de casa apostando nos seus ideais e pondo-os à frente de quaisquer dificuldades. Uma banda coesa. Harmonia e percussão unidas com virtuoses simples para agradar a quem tivesse a mente mais aberta e disposta a horizontes que variam as formas.
PERSONA NON GRATA. O que dizer de uma banda que tem na sua formação os ex- Camisa de Vênus, Karl Hummel e Gustavo Mullen? Tudo. Ainda mais quando unidos ao grande André Lissonger (ex-Utopia) e o renomado baixista Jerry Marlon. Rock and Roll em estado bruto. Passeando por covers da antiga banda, músicas como Ah! Se Ela me Beijasse, levantou a poeira de Piatã com seu groove poderoso. Fatídico foi a insistência de muitos em subir no palco, irritando os integrantes da banda, mas isso foi só um porém, que se torna esquecido perante tanta coisa boa num show como este.
Mais uma banda de fora. A ZERO8QUATRO, DDD do Rio Grande do Norte, também marcou presença este ano. Uma banda desconhecida do público baiano que conseguiu cativar aqueles que curtem um bom rock numa vertente mais moderna. Letras de protesto com bases pesadas eram a arma social dos rapazes. No mais, ótima banda que merece uma atenção maior de quem realmente gosta de rock.
Guitarra pesada, guitarra suingada. Uns gritos de f***-se que afugentou uma parte do público e uma sirene policial que sempre aparecia. Ninguém nunca viu nada igual. Rastafáris ao vento e som, muito som. Foi assim que a banda MEZADUT fez o palco ficar esquisito. Parecia uma banda de reggae que ia tocar pop com letras reduzidas ao amor e a bregaria em geral, coisas que estamos acostumados a ver por aí. Mas ao contrário dessa baboseira toda, fizeram um show bem bacana, apesar do público rocker não estar totalmente familiarizado com as inovações.
MORBIDREAMS. Doom Metal muito bem produzido e pronto para agradar aos seus. Bases muito bem feitas, vocal delineado e bateria pulsante, isso basta para adjetivar uma banda impressionante que se destaca em referencias ao que se propunha. Não deixa nada à desejar as bandas do segmento METAL do estado ou do país. Fizeram um show que valeu pelo show do ano passado, cancelado por problemas com órgãos públicos. Vida longa à MORBIDREAMS, uma banda que sabe o que está fazendo e está de parabéns por faze-lo bem feito.
Os caras da banda voltaram com força total. Aproximadamente 16 anos de estrada, a banda ANTCORPUS volta a fazer seu rock, pulsante e progressivo. Mesmo sendo a última da noite, contando com um público já um pouco cansado, reuniu uma boa quantidade daqueles que gostam de ouvir rock de qualidade. Ponto importante: foram louvados, ovacionados e adorados quando tocaram Wasting Love do Iron Maiden, fazendo aqueles corações baterem mais fortes até dormirem com a sensação de leveza e satisfação, algo como um orgasmo musical, provocado pela música no seu alvo maior, a platéia.
Assim encerrou-se o primeiro dia de Palco do Rock. Aqueles quatro dias demorariam a passar...
DOMINGO 26/02:
A banda RADIOZUN abre a noite. Performáticos, não abriram mão do rock and roll e mostraram boas canções além do cover da banda Audioslave. O vocalista chama bastante atenção pela sua performance mas foi o baixista quem deveria ter roubado a cena. Dono de características bastante roqueiras, o “bass player” detonou, unindo performance e técnica apuradas. A banda é mais uma realidade no cenário, apesar do pouco tempo de estrada. Merece sucesso se esse for o intuito.
Graças ao trânsito caótico de Salvador, o show da banda SLOW atrasou e isso pesou na sua apresentação. Com o tempo reduzido, a banda, que dispensa comentários, comportou-se muito bem no palco. Destaques para as músicas “Killer Mermaid”, dos velhos tempos de banda e o cover de “Tom Sawyer”, do Rush, que merece uma atenção especial para a performance de Joel Moncorvo, baixista que divide-se, hoje, entre 3 trabalhos com bandas além do seu projeto solo. É indiscutível a qualidade sonora da SLOW. Seu guitarrista, Ricardo Primata, além de gentleman é exímio guitarrista, tendo seu cd solo, Ritmia, como um dos melhores do ano por revistas e sites especializados. Riffs poderosos e grande estrutura sonora. É assim que podemos identificar o som da SLOW, eles vão além do metal, muito além do rock, muito além de todos os rótulos.
Desconhecida da maioria do público baiano, a banda paulista C-REAL trouxe nas bagagens muito peso e distorção unidos à uma sonoridade única e visceral. Misturando teclados, percussão e distorção, fizeram um som que pode ser definido como new metal, mas não vou ficar rotulando disso só porque o som é pesado. É música. Bem feita e de muita qualidade. A banda se recusou a tocar covers, o que, de certa forma desagrada aos pedintes, mas faz da banda cada vez mais responsável por passar suas músicas adiante.
Os anos 80 voltaram. Utilizamos a máquina do tempo e fizemos um movimento punk. PASTEL DE MIOLOS chegou trazendo muito hardcore oitentista. São tantas influências positivas que é bastante difícil enumera-las. Também, não seria preciso citar as bandas que influenciaram a PASTEL DE MIOLOS. Curioso foi, nas primeiras músicas, a 5ª corda da guitarra de Álisson partiu e, como não havia encordoamento reserva, foi assim mesmo, na atitude. Mas, atitude, quem teve mesmo foi o Fábio Dórea, da banda MACULA que vinha do Ceará para mostrar seu som de influências roqueiras e “mpbísticas”. O cara correu até onde estava hospedado, conseguiu a corda para a guitarra e voltou em incríveis 5 minutos. Ao tentar ajustar a corda ao tom Lá, percebeu-se que estava afinada sem nenhum recurso eletrônico nem auditivo, pois não dava nem pra ouvir. Foi só apertar e... pronto! Estava afinadíssima para continuar o hc. Deve ter sido as mãos de São Rock.
Para falar de MACULA, prefiro desvincular a imagem de Fábio, guitarrista e vocalista, e focalizar somente a música. Fabinho é um cara de bem com a vida e simples por demais. Quanto à sua música... “ Fiquem aí mesmo, não precisa vir aqui pra frente, não”. Essas palavras já dizem tudo. Um som que não aquele peso anterior, mas que traz qualidade excelente de arranjos e carisma. Uma banda tão boa que não consigo relacionar com o mercado. Tenho medo do que o mercado pode fazer com os caras.
Peso e melodia. O anúncio que indicava a banda DIMENSÕES DISTORCIDAS como metalcore, cometia esse equívoco. Não é só isso e pronto. É muito mais. A qualidade de seus músicos é incontestável. Um vocal poderoso e forte e uma bateria matadora (no bom sentido, se houver). Tudo isso já lhes rendeu diversos comentários na mídia especializada e pode render ainda mais. Banda que tem público e toca com amor à sua música. DD de parabéns.
Agora, voltando à modernidade, um pouco de hc melódico. ESKARAVELHO, banda que já tem uma longa data no rock and roll baiano, trouxe para o PDR o que há de melhor no hc melódico nacional. Não dá pra entender como muita gente perde tempo com os “cpmenautasb5” da vida. Salvador possui qualidade tão elevada em diversos estilos e o hc melódico tem representantes variados com excessos de qualidade até. A banda ESKARAVELHO é uma delas e fizeram um grande show, digam o que disserem...
Para encerrar mais um dia de Palco do Rock, KNIGHTRIDER. Trash e death em estado de graça...ou treva. Uma grande banda que, infelizmente, precisou parar em várias músicas por causa das brigas que um pequeno grupo de imbecis insistem em travar. Cortar um cover do Kreator é cometer o suicídio, mas diante das circunstâncias, foi fundamental. Uma boa banda não precisa disso. Seu público fiel também não. A banda mostrou músicas da demo WAR além de músicas de tempos passados. Bastante coesa, a KNIGHTRIDER destaca-se, como as outras bandas de metal, pelo qualidade técnica de seus músicos. Vocal detonando os tímpanos, baixo e bateria perfeitos. Mais uma vez, digo: grande banda que não merece ser desprezada pelos boxers de plantão, eles perderam o show, a banda mostrou tudo que pode e ainda terminaram mais cedo que o horário devido. Fica essa nota de repúdio aos brigões.
SEGUNDA 27/02:
Fazendo uma espécie de Hardcore, o que podem chamar de Grind, a banda EXPURGADO iniciou as atividades da segunda-feira, terceiro dia de Palco do Rock. Com letras de cunho social, a banda protestou enquanto teve tempo e se comportou como revolucionários afim de destruir o sistema capitalista. Como todo som grind, é quase impossível distinguir as palavras ditas pelo vocalista, mas o som pesado mostrava exatamente o que a banda queria mostrar. Segmentado.
Em seguida, punk rock clássico. A banda de Vitória da Conquista, CAMA DE JORNAL (nome ótimo), fez a horda punk do palco do rock suar e vibrar ao som de seus petardos. Destaco as músicas “Agir Para Vencer”, “A Revolta dos Miseráveis” e “Comendo Lixo”, que abriram o show em grande estilo, apesar do público, como sempre, ir juntando-se aos poucos. Num momento de auto-julgamento a banda manda a música “Sim, Somos os Piores”, Será???? Nem tanto. O movimento punk é histórico em todo o mundo e nunca vai ser pior em nada.
A ALEGORIA DA CAVERNA, não a de Platão, mas a que veio do Ceará, trouxe um show excelente. Mais uma banda desconhecida do público, com um cd quentinho – gororobapopsemberebarocktudo – e uma diversidade enorme na composição de suas músicas. Grande surpresa para o público mais “cabeça aberta”, que pôde curtir à vontade as melodias bem traçadas da banda. Excelentes. Som propenso ao mercado necessitado de boas novidades.
Enfim, após a acalmada dada pela Alegoria, mais HC. Dessa vez é o Crossover da banda ULO SELVAGEM, que já participou de todas as edições do Palco do Rock, sendo a mais velha banda a participar neste ano. Com o vocal feminino de Sandra, três guitarras, baixo marcante e a bateria mais rápida que nunca, a banda detonou músicas que os fizeram chegar a vários estados do Brasil, além da Argentina. Sons como “Paranóico”, “Maníaco do Parque” e “O que tem sentido” foram o bastante para o grande público que esperava a banda. Show bem feito, sem firulas nem modinhas em geral. E não faltaram as inclusões de musicas novas que agitaram bastante como “Mudar o Amanhã”, “Confissão no mundo globalizado”, “Sobreviver”...
Os cearenses desembarcaram em Salvador e tomaram conta. Após o show da Ulo Selvagem, quem detonou mais hc, agora unido ao metal, foi a banda ALMA. Já conhecida de edições passadas, a banda anunciou que estaria sendo o último show. Não se sabe o que podemos esperar de Bebeco e sua trupe, mas vamos torcer para que uma banda tão significativa não acabe tão cedo. O som nas medidas certas, tudo plugado. O show é bastante interativo, com Bebeco provando amores por Salvador e pulando do palco para entrar na roda de pogo. Visceral como sempre, a ALMA instigou bastante o público com o famoso pula-pula e os moshes, que tiveram adeptos cada vez mais. Enfim, um show para ficar marcado na história do Palco do Rock e na história do rock baiano.
Para quem gostar dos clássicos, Amém! OS CAVERNA é tudo que precisavam. Som primoroso e eficiente. Rock dos bons e bastante enérgico. A banda tocou as músicas do álbum intitulado Volume 1 e covers como “Rock do Diabo”, de Raul Seixas e, atendendo aos pedidos do público, mandaram “Highway to Hell”, de ninguém mais, ninguém menos que AC/DC. Um showzação. A banda se sente em casa tocando no palco do rock. Parabéns aos caras, são extremamente profissionais e ótimos músicos. Próxima parada...sucesso...
PQP, estopô, lebara, demônio do meu ódio. Misericórdia, Vixe Maria...KBRUNCO! Nome excelente, apesar de causar espantos desde a época dos Los Cabruncos. Lembro-me de um grande apresentador de telejornal baiano extremamente constrangido em falar esse nome. Se não me falha a memória, deve ter sido no final dos anos noventa. Vinda de Serrinha, a banda manda muito bem na sua mistura de punk, hc e metal. Ponto altíssimo com a cover de “Roots Bloody Roots”, do Sepultura. Infelizmente, é uma banda que não tem um material vasto com grande exposição em Salvador, tal qual a grandeza e qualidade da banda. Vendo tudo isso, só consigo acreditar que nós público, devemos muito valorizar e procurar a nossa cena, o nosso Rock.
TERÇA 28/02:
Quando álcool e rock se encontram só dá o que presta. Exemplo disso é a banda MOVIDOS A ÁLCOOL. Donos de um som sem igual e carisma impressionante, a banda levou seu rock brega clássico para o palco, levando ao delírio os velhos e novos boêmios do rock. Beberam na fonte (ou no alambique???) de Reginaldo Rossi, Raul Seixas e os cancioneiros boêmios em geral. Eleva o teor de álcool e destrincha músicas maravilhosas de dor de cotovelo ou excesso de sangue na corrente alcoólica. Se a cerveja não pode acabar, o som também não. Carro, que é melhor que eles, sem álcool não anda. Então...não deixem o bar fechar e levem a Silvanice e a Josineide para lá...Um grande show!!
Os garotos são gente boníssima. Destaque no Festival de Verão segundo os jornais Tribuna da Bahia e Estado de São Paulo, trouxeram o show do primeiro cd promo lançado há um pouco mais de um ano, chamado “ No Mar Estou Agora”. Estou falando dos seres marinhos, OS ALGAS. É muito bom vê-los no palco. Cantam com amor e tocar com simplicidade e técnica apuradas. Não tenho nem muito a falar dos caras, eles mostram, por si só, que têm as melhores condições para chegarem aonde quiserem. É mais uma banda que está de parabéns.
Raul Seixas não morreu e passou o carnaval em Salvador. Aproveitou, juntou uns amigos e foi tocar no Palco do Rock. Isso poderia ser verdade para os Kardecistas, mas todos nós já conhecemos a banda ALUGA-SE. Deja e sua trupe fizeram o público, talvez o maior de todos a se concentrar em frente ao palco, delirar com os sucessos de Raul e músicas próprias. Como é bom ver que o nosso Pai do Rock permanecer vivo nas mentes de seus filhos. Raul vive sempre.
[maua]. A banda de Sergipe chegou criando uma grande expectativa no público presente. Não houve grande susto, mas o fato de ser um homem fazendo os vocais líricos deixou muita mulher de queixo caído. Um som extremamente pesado, classificado como Death Metal Lírico, que reuniu os adoradores do sub-estilo metálico. Outra boa novidade vinda de fora. Alguns problemas marcaram o show da banda, mas não tirou o brilho de sua competência.
A região de Feira está realmente, muito bem representada. A banda CLUBE DE PATIFES, faria o diferencial da noite, tocando um blues rock bem trampado. Mais problemas com aquele pequeno grupo, que vai para o evento apenas para gerar desconforto as bandas, produção e tudo mais que acabou não completou o show e acabou por sair dali decepcionada com o público brigão.
É impressionante como cerca de meia-dúzia de imbecis conseguem acabar com algo que foi feito pensado para 10 mil pessoas terem um grande divertimento durante o tédio que é o carnaval para quem não gosta de “mexer os quadris” ou “sarrar nas piriguetes”. Esse fato, relacionada às brigas e a constante insensibilidade de todos os dias da polícia militar, cujo contingente (que já não existia) presente em quase nada interveio, fez com que, produção opinasse mesmo contra a vontade, decidissem por finalizar naquele momento, para que problemas maiores não surgissem. Com isso as bandas DRACONI e PORTAL ficaram impossibilitadas de realizar seus shows.
Consideração finais:
Parabenizamos o diretor de Comunicação desta associação pelo desempenho e sinceridade demonstrada na sua resenha... Agradecemos e parabenizamos também as bandas participantes do Palco do Rock 2006, e comunicamos que 2007 será bem melhor naquilo que foi levantado como ponto negativo. Resaltamos que teremos a presença garantidas das bandas que foram prejudicadas nas suas participações.
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