RELATÓRIO DO PALCO DO ROCK 2005

A ACCR acompanhou de perto todos os trabalhos desenvolvidos pelas secretarias para a implantação da estrutura, as quais foram muito atenciosas e profissionais nas suas funções, que deram condições à realização com segurança do evento. Nós registramos todos estes movimentos, que estão expostos em nosso site para apreciação.

Queríamos relatar sobre um acontecimento que atrapalhou o trabalho da SUMAC em relação ao evento. Foi realizada uma adaptação no solo (construção de uma pequena pista) para receber o trio elétrico, para que o mesmo não afundasse. Após pronto, logo no dia seguinte, começou a servir de passagem não autorizada dos caminhões de entrega de cerveja para as barracas de praia daquela área. Tentamos por várias vezes alertar aos motoristas que ali não era uma passagem, e sugerimos que continuasse a usar uma via feita por eles há anos, que é próxima ao Restaurante Casquinha de Siri. Não fomos atendidos.

Na manhã do dia 04/02/2005, por volta das 09hs da manhã, fomos ao local para receber o Sr. Jorge, proprietário do trio, e ao chegarmos, constatamos a presença de um caminhão de entrega de cerveja atolado e um reboque, o que causou vários danos, como a destruição de passeios reformados bem como a pista que havia sido preparada para receber o trio. Isso comprometeria a presença do mesmo onde tinha sido planejado.

Ligamos para os telefones dos profissionais, cujos orientaram que teríamos que entrar em contato com os superiores para autorizar os reparos. Ligamos para os diretores, que nos ouviram e nos orientaram. O caso ficou resolvido em 2 (duas) horas com a presença do Sr. Jaime da GEROP.

Com esta experiência, solicitamos que o local seja logo isolado, o que livrará a área de maiores danos. Exemplo: O carro reboque usava os coqueiros como base para livrar o caminhão do atoleiro.

Realização Diária - A Produção, Bandas e Seguranças e Funcionários estavam presentes nos seus horários durante os quatro dias de evento. Aconteceram atrasos de 30 min em dois dias, justamente pela montagem dos equipamentos de palco do trio.

Vendedores ambulantes / Comércio - 65 (sessenta e cinco) ambulantes cadastrados. O BR Mania, loja de conveniência em frente ao posto, na pessoa do Carlos Paes (dono), disse que o movimento aumentou em 50% (cinquenta por cento) durante o evento, e que não tem nenhuma objeção a fazer sobre o mesmo. O gerente do Habibs, Alexandre Silva, tem a mesma opinião, e atesta que o movimento subiu 60% (sessenta por cento), e que não tinha funcionários suficientes pra atender a demanda, pois foram pegos de surpresa com o evento.

Estimativa de público - Média de 4.000 (quatro mil) pessoas (devido ao pouco tempo de divulgação, onde muitos foram pegos de surpresa com o retorno do evento), com mais freqüência no Sábado e Segunda - feira. Terça-feira, apesar das chuvas, o evento atraiu cerca de 1.000 a 1.200 pessoas. Verificamos o aumento do público infantil acompanhado dos seus pais e de famílias inteiras.

Também registramos a presença de pessoas de outros estados, países e interiores, e todos estavam maravilhados pelo retorno deste espaço democrático. Nos finais da noite, observamos que foliões do carnaval tradicional, ao retornarem para casa, marcavam presença com suas fantasias de “Gandy”, deslumbrados com o espaço.

O Trio Elétrico – Foi satisfatório para o retorno deste ano (com detalhes a ser discutidos pessoalmente) a não ser pela intervenção insistentes da SUCOM...Veja episódio no final.

Mediante todos os problemas técnicos, gostaríamos de ressaltar a boa relação que tivemos com a equipe do trio. Todos foram muitos simpáticos e super atenciosos. Foram 4 dias de integração profissional e amigável, fator que acabou por superar algumas dificuldades técnicas.

A Campanha Social – Foi satisfatória. A entidade escolhida foi a CAASAH, que já recolheu os alimentos.

Imprensa – Recebemos a visita das redes de TV, inclusive da TV Bahia, que foi vaiada pelo público, que entoou um coro enorme dizendo “TV Bahia, mentira todo dia”!! Passamos a acompanhar a entrevista pessoalmente, e na oportunidade, a repórter indagou o porquê daquele tratamento. Respondemos que, quando pararem de mentir sobre nós, jogando a população contra o evento, receberão o tratamento que merecem, pois reconhecemos os valores dos meios de comunicação. Infelizmente, esta imagem ruim foi implantada pela antiga administração, que com bastante responsabilidade, mudaremos. Não é excluindo um segmento que se resolvem os problemas que ele tem e sim dando as oportunidades para que ele se expresse. A nossa postura surtiu efeito, pois a matéria foi bem democrática, e abrilhantou o evento.

Ainda se fizeram presentes, repórteres de jornais locais, que infelizmente, fizeram o jogo da velha administração. Só que até para isso foi difícil, pois pouquíssimo se tinha para criticar. Na verdade, todos queriam ver um monte de pessoas bêbadas, sujas, drogadas, irresponsáveis, sem conteúdo, ou seja, todo estereotipo da mídia desinformada. Mas foi totalmente o contrário, pois malmente viam movimentações enérgicas, provando que muitos comportamentos estão no passado, fora do país ou na mentalidade dos ignorantes que não conhecem o segmento mais insistem em ser formadores POP de opinião.

Segurança – A Segurança particular contratada pela ACCR teve um saldo positivo na atuação da prevenção da violência. O Policiamento Militar foi positivo a partir do final da noite do segundo dia, pois antes só se tinha a Rondesp. O terceiro e o quarto dia foram bem melhores, após solicitação verbal feita pessoalmente por Sandra de Cássia e Gabriel Amorim no momento que o Major Costa Ferreira se fez presente no local do evento, cujo cedeu o seu número de celular para qualquer emergência caso fosse necessário, o que não foi. Solicitamos do Sr. Major que em qualquer tentativa de agressão que qualquer meliante viesse a promover no evento, que fosse feita a sua retirada do ambiente.

Denúncia isolada - Testemunhamos no primeiro e no quarto dia durante a madrugada, um carro vindo no sentido Itapoã em alta velocidade e arrebentando garrafas de vidro na pista, causando um corre-corre de jovens que estavam nos pontos de ônibus.

Recebemos também denúncia de jovens que foram agredidos por carnavalescos a socos e pontapés nos ônibus ao voltarem para suas casas.

Solicitamos o máximo de atenção e cuidado para que as ocorrências do Palco de Itapoã, as quais já sabemos das gravidades, não sejam confundidas e atribuídas ao Palco do Rock, como no passado.

SAMU - Atendeu durante os quatro dias de evento dois casos tidos como graves, ambos no primeiro dia, na apresentação da terceira banda e no mesmo momento. Não sabemos se foi de uma mesma briga, mas ambos foram socorridos juntos. Um teve seu olho direito machucado e um pouco da sua face. Soubemos posteriormente que estava bem. Os amigos do acidentado disseram que ele foi vítima de uma vingança (bairrismo). Infelizmente, estes tipos de problema são muito levados para as festas tanto populares como particulares. O outro rapaz envolvido em briga deslocou a clavícula, e foi conduzido a um hospital. Demais casos foram de excessos de bebidas e mal estar. No segundo, terceiro e quarto dia, não houveram ocorrências. Colhemos estas informações diretamente com os atendentes da ambulância. O saldo foi considerado muito positivo para 04 dias de festa com um número significativo de pessoas (4.000 [quatro mil]).

Sanitários Químicos - Funcionaram normalmente, bem como sua limpeza.

Limpeza de área – Tudo OK.

Defesa Civil – Soubemos através da equipe do trio que a mesma compareceu na manhã do segundo dia, revistando toda a área. Não soubemos o porquê e também não foram informados. Só após que soubemos que foi divulgado que uma pessoa caiu do trio, o que não aconteceu. Mas bem estamos acostumados a boicotes e boatos de pessoas que não querem a manutenção do evento, e cada vez mais preparados pois todos os órgãos estão avisados destas incidências.

O PROBLEMA - O único problema que tivemos foi com a SUCOM, coisa que já esperávamos. No passado, usaram este órgão também para nos prejudicar. Desde o primeiro dia, desencadeou-se uma perseguição freqüente deste órgão, bem como a aparente antipatia e desaprovação da agente que vinha verificar os níveis do som, argumentando que éramos campeões de reclamações e que os reclamantes precisavam dormir...

Agindo de forma grosseira e de notável desequilíbrio emocional, talvez causado pelo próprio trabalho e por certamente ser recebida com austeridade por outros, achara que seria tratada desta forma por nós também. Não prestava atenção em nossas ações de cooperação.

Quando fomos visitados pela primeira vez, houve um pequeno desentendimento entre o agente e uma pessoa do público. Por ser advogado e estar à parte da lei, verificou a ação arbitrária ao verificar que o som estava liberado até às quatro da manhã e que o mesmo queria terminar o evento antes do horário, sem levar em conta a argumentação de que a produção queria colaborar, obedecendo às exigências da lei, alegando que não tinha interesse de se tornar problema para os apoiadores do evento. Estávamos voltando ao circuito aberto, e não queríamos problemas. Após a intervenção do advogado, foi feita à medição e daí em diante as vindas do órgão tornaram-se cada vez mais freqüentes, na pessoa de Rita Maria Lopes Dantas.

Foi uma média de três visitas por noite, até que na segunda-feira, se prolongou um pouco mais, pois ninguém mais agüentava. Tínhamos feito um acordo de honra para que o evento continuasse em paz e solicitamos que os operadores do som acompanhassem a respectiva cidadã, e que marcasse na mesa a medição com fita crepe com o “exigido pela lei” para que pudéssemos trabalhar em paz. A mesma reduziu o som aos retornos de palcos, praticamente proferindo o desligamento dos P.A..

Mesmo assim, acatamos e a fita foi colocada. Mas nada adiantou. A Srª Rita Maria continuou sendo inoportuna, a ponto de ainda na segunda - feira interferir na apresentação da banda que Sandra de Cássia é vocalista. No palco, a mesma teve que parar a apresentação para assinar a advertência. Tudo foi registrado em fotos. Após esta ação, a Srª retornou mais uma vez e disse que eu tinha tentado jogar o público contra ela, sem ao menos se dar conta de que ninguém sabia quem ela era. Em momento algum foi falado na pessoa dela, e sim, da ação do órgão que só defende o direito do queixoso, mesmo que o acusado esteja dentro da lei.

Talvez estavam querendo nos punir sem explicações lógicas, desde que o quadro marcado pela própria continuava no mesmo lugar. Achamos que após tudo isto, a mesma tinha chegado ao limite, mas nos enganamos. Ela retornou e começou a ameaçar de autuar Sandra de Cássia, que já estava em estado de descontrole emocional total. A agente ainda disse que ela estava se recusando a assinar o documento que atestava o aumento no volume do som. Após, ligamos para a SUCOM. Fomos atendidos pelo plantonista, o Sr. Rogério Ramos, que após tomar conhecimento do fato, transferiu a ligação para a Srª Sandra da SUCOM, a qual foi solicitada a visita de outro agente a qualquer hora para constatar a veracidade do estado que se encontrava o som. Quando já se aproximava o término do evento, o agente chegou e constatou a veracidade das nossas declarações.

Trabalhamos com muita força de vontade, afinal era a volta do evento e nada poderia prejudicar esta confraternização... mas a situação piorou ainda mais. Via-se que a intenção era acabar suspender o evento, autuar, o que já estava causando insatisfação em todos. As bandas, que tiveram suas apresentações prejudicadas, o público que ficou impedido de ter um som ao nível, e o dono do Trio, que ficou chateado por não usar nem cinco por cento da potência. Pior ainda para os apoiadores que cederam o trio, pois foi investido numa estrutura que não proporcionou o programado. Por causa disto, os horários foram desestruturados e 4 (quatro bandas) ficaram sem tocar, sendo duas no primeiro dia e duas no terceiro.

No último dia, apesar de estar chovendo muito, o evento aconteceu. Soubemos que a mesma esteve no local, andou em torno do trio, não procurou ninguém, notificou e foi embora. Em virtude disto, muitos outros constrangimentos foram se constatando ao passo que as coisas iam acontecendo. Assim foi feito um abaixo assinado (consta o texto abaixo). Após sua divulgação no palco, moradores da área foram atraídos em defesa do evento, nos solicitando a participação na coleta das assinaturas.

Texto do Abaixo Assinado

Este abaixo assinado vem, para os devidos fins, atestar os constrangimentos causados pelo tratamento abusivo da SUCOM contra o Palco do Rock 2005, evento realizado já há 11 (onze) anos no coqueiral do bairro de Piatã nos dias 05, 06, 07 e 08/02/2005.

Após a configuração do som pela própria SUCOM, o público presente reclamou insistentemente quanto ao som baixo e de péssima qualidade (que se tornou péssimo após interferência), pois mais se escutava os retornos do Palco do que os sons do P.A. A produção, por várias vezes, deixou seus afazeres para atender o órgão, o que resultou na desestruturação da organização dos horários das bandas. Nos dias 05 e 07/02/2005, 4 (quatro) bandas ficaram prejudicadas e não tocaram, o que resulta em prejuízos financeiros em diversos aspectos, pois as bandas arcam com custos de ensaios, translado, equipamentos e toda preparação para apresentação. Os operadores de som sentiram-se lesados no seu trabalho e realização profissional, pois nunca operaram um som tão baixo.

Mediante a constituição, o direito coletivo prevalece sobre o direito individual.

Ainda com todos os problemas acima citados, solicitamos a manutenção deste projeto e um estudo para adaptá-lo de forma que possamos participar democraticamente da maior festa popular do mundo sem maiores incômodos e constrangimentos para ambos os lados.


Encerramos este relatório prontos para que o evento fique cada vez melhor. Sem dúvida, o Palco do Rock é uma conquista da cultura da nossa cidade!!! Rumo à 2006 !!